Na mitologia grega, Tirésias (em grego, Τειρεσίας) foi um famoso profeta cego de Tebas – famoso por ter passado sete anos transformado em uma mulher. Era filho do pastor Everes e da ninfa Chariclo. (wikipedia).
Não sei ao certo como surgiu a ideia nessa performance, também conhecida como Happening,
Happening é uma manifestação artística ao vivo que envolve improvisações e participação da audiência numa mistura de performances teatrais, dança, canto, poesia e artes plásticas. Os primeiros happenings surgiram nos anos 1950, influenciados pelo dadaísmo, pelo futurismo e pelo Teatro do Absurdo, e tornaram-se frequentes na década seguinte, acontecendo em ruas, galerias de arte e espaços vazios ou abandonados, como lojas e galpões. Esse tipo de manifestação, que recusava as convenções artísticas, acabou se identificando e sendo adotada por vários artistas da Pop Arte. Uma das ideias centrais do happening é que, como é baseado na improvisação e não tem uma estrutura fixa, ele não pode ser reproduzido. O termo "happening" foi criado pelo artista norte-americano Allan Kaprow e, segundo ele, os temas, materiais, ações e associações que os happenings evocam devem ser inspirados em qualquer lugar, menos nas artes. As reflexões sobre a arte do filósofo John Dewey, a música minimalista e experimental de John Cage e a forma de trabalhar (action painting) do pintor norte-americano Jackson Pollock contribuíram na formatação dos happenings, principalmente durante osanos 60. (http://lazer.hsw.uol.com.br/happening.htm)
A performance aconteceu no estúdio de TV, a nossa turma estava junto com o pessoal de fotografia. Colocamos alguns obstáculos pelo local e guardamos as coisas que poderiam machucar. Saímos e apagamos as luzes. Ao entrar na sala escura, descer as escadas já era uma coisa difícil. Tive que sentar e ir descendo. Não consigo descreve tudo que vivi ali, mas posso afirmar que foi uma experiencia unica. Com as luzes apagadas você consegue ir além, eu abraçada, sentia todo mundo, dentava, e quando alguém vinha propor alguma coisa, eu jogava com ela.
Como o toque muda, como o medo de quem você ta tocando aumenta. Eu não me contive. Eu embarcava. Dancei, ri, cantei, abracei, senti.
É louco pensar como o escuro nos trás emoções e sensações diferentes, a relação com o publico mesmo que não estejamos vendo. Não sei direito como descrever aquela performance.
“o ator vive, chora, ri, em cena, mas enquanto chora e ri ele observa suas próprias lágrimas e alegria. Essa dupla existência, esse equilíbrio entre a vida e a atuação, é que faz a arte” (STANISLAVSKI, em A Construção da personagem, 1992a, p. 198)
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