domingo, 2 de agosto de 2015

Teledraturgia 11/02 por Carol Bandeira

Essa aula foi diferente das outras, tínhamos que levar um figurino que não usaríamos no nosso dia a dia. Eu levei duas opções: gótica e caipira. Optei pela gótica pois eu conseguiria construir um personagem melhor com aquela roupa do que com caipira. Não gravamos no estúdio, saímos pela UVV pra achar um lugar ideal para gravar cada cena, onde a luz ficaria melhor e tudo.
A proposta do trabalho era sustentar a fala interna e então falar uma frase ou uma palavra. Era importante também usar a imobilidade pois tínhamos visto isso no filme na aula passada de tópicos, o que é bonito no cinema essa imobilidade, é muito cênico, tem uma certa força pra quem vê que é contagiante, as vezes da nervoso porque você quer algum tipo de movimento mas a maioria das vezes aquilo fascina, tanta força interna tem aquilo pra sair uma coisa tão bonita externamente.
Quase não pude assistir o pessoal fazendo por conta que estava tentando pensar no que falar.
Pensei em gótica e na força que essa imagem de uma pessoa vestida toda de preto, fingindo que não liga pra nada, sendo julgadas pela forma a qual se vestem e comecei a criar isso na minha cabeça, como seria se todos me julgassem pela forma a qual é a cor das minhas roupas, ou se eu gosto de passar maquiagem escura, se eu não quero me importar com o que as pessoas dizem mas com a força e a intensidade a qual seria julgada por limites e regras e como a sociedade pensam que é o certo e a me senti deprimida sabe? Ao mesmo tempo aquele olhar de "eu não ligo" mas sofrendo por dentro pela falta de aceitação, a rejeição, as vezes até mesmo os pais fizeram isso, e decidi que a minha fala externa seria "a vida é uma merda", porque teria perdido as forças em viver, em querer provar alguma coisa que a sociedade não iria aceitar. Minha fala interna era a mesma da externa pois como tinha colocado tanto significado naquela frase trazia uma coisa forte pra mim.
Gravei com a Yule e foi engraçado um pouco, porque ficamos um bom tempo olhando pra câmera e não sabíamos quem ia falar primeiro, não sabíamos a fala de uma e da outra e foi então que depois de algum tempo decidi falar e logo então a Yule disse e parece que nossas falas se conectaram, era como se uma foi resposta pra outra.
eu disse: a vida é uma merda e a Yule falava alguma coisa do tipo: Você tem que arrumar outra desculpa, porque essa não colou (não lembro ao certo mas foi algo assim).

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