domingo, 2 de agosto de 2015

Teledramaturgia 24/02 por Carol Bandeira

Começamos a aula assistindo as cenas feitas na aula passada, Rejane faz uma edição onde juntava todos os videos e ficou muito legal. Acho que conseguimos cumprir a proposta do trabalho. Foi interessante quando todo mundo começou a contar no que estava pensando, qual era a fala interna. Vini disse que pensava na fala externa e eu percebia um brilho no olho dele, uma verdade, era bonito vê, aquele olhar dizia muita coisa, poderia ficar um tempão olhando aquele olhar pra tentar decifrar o que de fato ele tava pensando, lembrando, sonhando acordado, era uma coisa bonita de vê. Uma coisa legal foi o que a Raquel fez, ela pensando no que pensar mas de uma certa forma aquilo se encaixou na cena dela, as vezes pensar no que pensar é uma excelente fala interna porque trás uma certa emoção que se encaixa com a emoção proposta pela fala externa. No meu caso de fala interna acho que tinha usado a escuta, na verdade não sei ao certo, talvez o magico se que Stanislavski diz, porque de acordo com o meu registro da aula passada eu disse: Pensei em gótica e na força que essa imagem de uma pessoa vestida toda de preto, fingindo que não liga pra nada, sendo julgadas pela forma a qual se vestem e comecei a criar isso na minha cabeça, como seria se todos me julgassem pela forma a qual é a cor das minhas roupas, ou se eu gosto de passar maquiagem escura, se eu não quero me importar com o que as pessoas dizem mas com a força e a intensidade a qual seria julgada por limites e regras e como a sociedade pensam que é o certo e a me senti deprimida sabe? Ao mesmo tempo aquele olhar de "eu não ligo" mas sofrendo por dentro pela falta de aceitação, a rejeição, as vezes até mesmo os pais fizeram isso, e decidi que a minha fala externa seria "a vida é uma merda", porque teria perdido as forças em viver, em querer provar alguma coisa que a sociedade não iria aceitar. Minha fala interna era a mesma da externa pois como tinha colocado tanto significado naquela frase trazia uma coisa forte pra mim.", ou talvez uma imagem interna, não sei ao certo o nome do método que eu usei mas funcionou.
Uma das pessoas que eu observei nas gravações e quando assisti o vídeo percebi que teve uma diferença, um naturalismo foi com Ismael, vi a dificuldade que teve pra não ficar teatral e a busca por uma fala interna que poderia trazer aquele naturalismo e a fala interna dele era usando nome de frutas, acho que era "maça gostosa" ou coisa do tipo e aquilo deixou a cena natural. Como a Marcela que ficava contando, CONTANDO, e aquilo era uma fala interna que deixava natural. É impressionante como você pode usar qualquer coisa que deixe natural e realista, você não tem o certo ou o errado, você só tem que saber fazer aquilo ser real, ser verdadeiro.
Depois sentamos em roda e cada pessoa tinha que fazer uma pergunta pra outra, uma pergunta que fizesse a pessoa pensar antes de responder, tinha que pegar a pessoa de surpresa. Lembro que conforme as perguntas eram feitas eu buscava procurar aquela resposta em mim como por exemplo quando perguntaram pra yule sobre o primeiro sutiã dela eu lembrei que eu usava sutiã muito antes de ter peito, deveria estar na terceira ou quarta serie e queria usar sutiã porque achava legal e eu nem ao menos peito tinha, tive vontade de rir ao lembrar disso. Ou sobre a minha primeira menstruação que eu já sabia o que era pois tenho uma irmã mais velha e vê a felicidade da minha mãe por eu ter virado "mocinha", ela ter ligado pro meu pai que estava viajando pra contar, vergonhoso. Quando o Vini começou a falar e a falar da Vó dele, de quando ele veio morar aqui no Brasil eu lembrei da minha vó também, que saudades dela, lembrei de quando morava no RJ e viva com minhas primas, saia, tomava sorvete e comprava porcarias no bar que tinha na frente, viva tomando banho de piscina, não tinha preocupações, saudades da minha casa no RJ, de pegar cajá verde no pé e comer com sal, e várias outras coisas. Foi bonito quando Lazaro lembrou do pai dele, aquele momento foi tão verdadeiro que fez boa parte da sala chorar, como eu chorei, era uma coisa que ia emocionando a gente em cada pergunta feia pra outra pessoa que de certa forma trazia uma lembrança pra gente, pelo menos pra mim era assim. Naiara tinha me perguntando como que foi a gravar o primeiro vídeo pro meu canal no youtube e nesse momento senti vergonha, porque é tão vergonhoso esse vídeo, ainda não tive coragem de deletar mas não sei se faria isso, lembro que esperei todo mundo sair de casa, não queria que ninguém visse, queria fazer isso sozinha, gravar, e tava com tanta vergonha, mas tanta vergonha e falei tanto "não sei" no vídeo que hoje em dia nem consigo assistir.
Depois disso Rejane disse que deveríamos escolher uma pessoa e escrever um monologo pra ela.

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