domingo, 2 de agosto de 2015

Teledramaturgia 04/02/2014

Foi a primeira aula que tivemos e o primeiro contato com a câmera com a Rejane. Já tínhamos gravado com Burura no primeiro semestre mas o modo de gravação é bem diferente e o processo também. No dia anterior tivemos a aula de tópicos onde aprendemos sobre coisas do cinema, a diferença do cinema para o teatro, os elementos que são mais fortes e tem que estar presente o tempo todo como a força do pensamento, a fala internar e dentre outras coisas. E foi então que na primeira aula trabalhamos o pensamento. Sentamos e tínhamos que pensar e não falar nada, não podíamos olhar para a câmera. Quando chego na frente da câmera é muito difícil, parece que me perco e que minha mente apaga, e quando comecei a pensar ficava pensando mil coisas e ao mesmo tempo nada. Pensava na vida, de como a vida é difícil, que como tudo é difícil mas que ao mesmo tempo viver é bom, pensava nas pessoas e nos fatos positivos e negativos das coisas, e depois me pegava pensando sobre o porque eu tava pensando essas coisas. Foi uma mistura de coisas.
Uma coisa que eu percebi foi que eu não mudei em nada, minhas expressões assim, eu fiquei fixa, poderia ter sujado ou dado um sorriso quando pensei em alguma coisa engraçado ou quando me questionei que eu era estranha pelas coisas que pensava, poderia ter coçado a cabeça ou qualquer coisa natural pra mim, porque só em pensar em coçar a cabeça eu coço como acabei de fazer as duas vezes só de digitar sobre isso. As vezes o medo de fazer qualquer movimento com a câmera filmando é a preocupação da teatralidade, interpretar que estar pensando ou demonstrando que estou pensando quando  na verdade só deveria estar pensando, então por isso acho que preferi ficar uma "múmia".
Quando a gente vai se ver nas filmagens é a pior parte, não consigo me vê, é uma mistura de vergonha e de "meu Deus olha como eu sou" que da até frio na barriga, a sorte é que não teve fala porque ouvir minha voz é outro problema que eu tenho, mas com o tempo a gente se acostuma e vai mudando e temos que nos aceitar como somos, então é isso.

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