quarta-feira, 29 de julho de 2015

TERCEIRO DIA DE ESTÁGIO

Chegamos a conclusão que o cinema seria melhor para trabalhar com eles do que o teatro, então decidimos fazer cinema com eles. Chegamos e conversamos sobre a novela, filmes, séries, até porque eles assistem bastante TV ali. Muitos não sabiam ou não estavam interessados no assunto, outros estavam interessados e até falavam que gostavam mais de romance, comedia, ação, outros nem queriam responder. Aplicamos o exercício que fizemos na aula de Teledramaturgia, que era a visualidade do pensamento, o que foi lindo, é muito importante essa coisa do pensamento, porque o ator tem que ta completo por dentro pra conseguir passar a emoção, e era tão bonito vê eles fazendo. Alguns ficavam meio que com um pouco de vergonha, até porque tinha uma câmera, mas sempre ou eu ou Yule sentávamos na frente deles pra eles poderem olhar para uma de nós e não para a câmera, mas parecia que isso não era mesmo um problema para eles, porque eles pensavam. 





Depois que eles faziam o exercício perguntamos o que eles estavam pensando, eles tinham a liberdade de responder ou não, tinha gente que falava "quero deixar isso guardado só pra mim" outros já falavam no que estavam pensando sem nenhum problema. Um deles que me surpreendeu ao me dizer assim "Quanto vocês ganham pra ta fazendo isso" e então respondemos que nada, e ai ele disse pra mim porque eu tava na frente dele enquanto Yule gravava o seguinte: Você é tão bonita, deveria estar saindo pra procurar um namorado e não aqui. Eu fiquei de cara quando ele disse isso, pois eles devem achar que deveríamos estar curtindo a vida do que ali com eles, o que não é, porque realmente nos apegamos a eles.

Fatigante bondade

Paulo Mendes Campos
Nosso amor pela pessoa velha não deve ser uma opressão, uma tirania a inventar cuidados chocantes, temores que machucam. Façam o que bem entendam, cometam imprudências, desobedeçam conselhos. Libertemos os velhos de nossa fatigante bondade.

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