domingo, 2 de agosto de 2015

Aula de interpretação Dia 21/05/2015


Essa foi uma aula teórica, o que nos deixou com a pulga atrás da orelha, pelo fato de só ter mais um aula antes da apresentação e estávamos nervosos. Sem contar que ainda não tínhamos ensaiado com as roupas e nem com o texto totalmente decorado, e a gente ficou naquela apreensão de ter que ensaiar mas tinha aula teórica e tinha a preocupação de que se não ficasse bom íamos acabar mostrando uma coisa não tão boa na abertura de processos. Não podemos deixar de colocar a culpa em nós mesmo pois diversas vezes chegamos com o corpo totalmente não preparado, ficamos dispersos diversas vezes e acabávamos não produzindo tão bem. Sem contar que a essa altura do campeonato nem deveríamos estar tão inseguro de não ter ensaio e ir para uma parte mais teórica até porque não teríamos tempo de ter uma aula teórica antes da prova. Mas também essa aula teórica nos fez acordar que estamos a essa altura do campeonato na situação que estamos, então isso fez com que caíssemos na realidade e perceber que precisamos ensaiar e ensaiar. Procurar figurino e ter a certeza da maquiagem, porque o grande dia estava próximo. Mesmo ensaiando depois não conseguimos fluir, tirando o fato que algumas pessoas tinham faltado o que sempre, mas sempre prejudica todo mundo. Eu acabei até pegando umas falas de Anna Claudia de tanto que ela faltava os ensaios e acabava ficando um vazio. Mesmo estando no espaço onde íamos nos apresentar não conseguimos nos concentrar de verdade, nem evoluir. Parecia que estamos travados ou até mesmo regredindo o processo. Precisávamos de ensaios extras e isso é uma coisa que deveríamos fazer por conta própria, até porque desde o início a Lara havia dito que não iria ter ensaios extras e tínhamos que nos dedicar.
Aprendemos sobre as seis leis deTchekhov(blog da Sarah)
* Triplicidade: Toda ação pode ser dividida em três partes, que são elas: Início, meio e fim, formando assim o elo da integridade, portanto o ator tem que ser íntegro e seus movimentos também, o simples movimento de sentar em uma cadeira por exemplo tem que ter um início, meio e fim diferente.
*Polaridade: O início é polar ao fim, uma peça nunca começa como acaba, e o que faz essa diferença acontecer é justamente a transformação em cena que causa uma dinâmica.
*Polaridade entre personagem: Em Édipo Rei temos um exemplo clássico de polaridade entre personagem que é a polaridade entre Édipo e Tireses. Tireses começa a peça cego e Édipo enxergando, no final da peça Édipo descobre que o tempo todo quem realmente enxergava era Tireses e acaba furando seus próprios olhos.
*Repetições Rítmicas: Estruturas que sempre se repetem, temos um exemplo em Édipo também, pois sempre há uma entrada inusitada de um novo alguém em cena. Essas repetições podem ser divididas em literais e não literais.
Literais: Quando a cena se repete e as coisas sempre estão como estão causando um efeito de eternidade.
Não literais: A cada repetição algo muda.
*Ondas rítmicas: A peça deve ser planejada em ondas, isso é, ela deve oscilar e não possuir uma linearidade.
*Composição da personagem: Devemos conhecer o texto, conhecer os outros personagens, devemos conhecer o nosso dentro e fora em cena, devemos ter ritmo e ressaltar o contraste em cena.

Tchekhov ressalta o fato de sermos pesquisadores de um dentro para fora, nos colocar em análise e pesquisar o que podemos acrescentar de nós para a cena e da cena para nós.

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