domingo, 2 de agosto de 2015

Aula de Interpretação Dia 11/06/2015


Dia de apresentação. Não estava muito nervosa. Combinamos de chegar cedo para podermos nos arrumar e ensaiar antes de apresentar. Levamos um tempo longo até todos estarem com cabelo feito, maquiagem e figurino. Era legal o fato de cada um se ajudar e ir se ajudando, um ajuda no cabelo de um e na maquiagem, e a fechar a roupa da outra pessoa, até mesmo passar a roupa. Ensaiamos e mesmo assim ainda erramos algumas coisas no ensaio e acabei ficando nervosa com isso. Mas conseguimos fazer a última vez de verdade e ficou bonito.
Quando começou a cena e todos fomos pra plateia, confesso que quando o público começou a entrar eu fiquei nervosa e tive vontade de rir. Quando vi meus pais e meus amigos eu tive mais vontade de rir, mas mantive o concentração, cheguei a rir alto mas como malvada pra vê se a minha vontade de rir passava. Quando comecei a falar foi diferente de todos os ensaios. Eu tinha uma força e uma vontade de falar, e uma revolta e uma sensação que não entendi. Que falei com tanta verdade que eu me arrepiei e senti meu corpo diferente. Cheguei a achar que estava gritando e comecei a falar forte, e não com volume. No final até teve algumas pessoas que falavam que não tinham que reconhecido, porque eu sempre falando baixo e fofamente e quando me ouviram falando daquela forma não acreditavam. Eu fiquei bem feliz em ouvir o que eles falaram, que eu realmente queria passar a verdade e passei.
Eu tinha que lembrar o tempo todo que o corpo do coro era bem mais largado, tanto que eu ri, debochava, fazia corpo mole, e não ligava mesmo não.
Na hora que Iasmin gritava “Pólis, Pólis” a regra era ir lá olhar e só eu que fui, que vergonha, parecia que tinha errado e entrado sem querer. Mas continuei.
Quando entrei como Jocasta tentei manter a postura de rainha, assim como Raquel já tinha proposto o corpo eu apenas fui no embalo. Na hora que eu tenho que sentar e sentir aquele medo eu realmente sinto medo. Imagino uma alguém que gosto me tratando com tanta frieza e maldade, imaginei puxando meu cabelo e gritando no meu ouvido. Senti até vontade de chorar.
Acho que o trabalho em geral ficou ótimo. Estávamos inseguro por conta dos atrasos de ensaio e tudo só que fomos e fizemos o melhor que conseguimos e só tivemos elogios. O que foi bom. Se tivesse tido critica também seria legal. Na verdade teve, algumas pessoas não entenderam direito a história, mas acho que isso acontece bastante em algumas peças. Mas estava bem explicado, o tempo todo tinha explicação e contando a história.

Fiquei orgulhosa com todos na turma, acho que nosso trabalho de equipe foi sensacional. Também temos que agradecer a Lara pois ela quem nos conduziu a fazer um trabalho ótimo. Deu até vontade de apresentar mais vezes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário