Nesse dia continuamos com o processo de ensaio e crianção das partituras da peça Romeu e Julieta. Começamos a aula com o processo de memorização através da escritora onde escrevemos o texto sem olhar e depois corrigimos até que nada esteja errado e por fim psicografamos para memorizar. Nesse dia colocamos fala interna para poder passar uma verdade melhor nas falas, um pensamento interno para trazer a emoção para que o externo não fosse só um texto decorado mas sim uma realidade na fala e na interpretação. Cada um tinha um jeito de colocar suas falas internas, as vezes do personagem as vezes pessoal.
Eu já não era mais a Julieta 10, agora eu era a Julieta 3, o narrador 5 e a Ama 3. Eu não participei desse dia mas pude assistir os meus colegas.
Quando a gente junta o texto, fala interna e regra de jogo é uma loucura e as vezes confunde tudo ou esquece algum. Tem que ter uma boa concentração e ter bastante foco porque ele é dividido em 3. Mas também, quando junta tudo isso forma um belo espetáculo, fica uma forma de dança e da um forma diferente. Não parece uma peça normal, aquelas marcações normais, da uma forma diferente, uma forma bela, tira a coisa lógica da fala como por exemplo falar de amor e tocar o coração mas falar de amor e cair no chão, de falar de felicidade e não pular mas demonstrar isso de uma forma diferente. É uma coisa louca, que eu nunca tinha visto antes de começar a ensaiar essa peça, misturar o texto com o jogo, sempre vi aquela maneira de marcação do tipo "você entra por aqui e para fala, anda de um lado para o outro" essas coisas, mas com o jogo flui mais, apesar de ser difícil e as vezes não conseguir entrar no jogo, mas quando consegue fica tudo mais legal.
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